Pela maneira com a qual Alice se recostava no sofá, eu poderia dizer que ela estava dormindo, ou até sonhando. Pena que os vampiros não podem dormir. Porque ela merecia uma boa noite de sono, principalmente depois do confronto mental com os Volturi por causa de Renesmee. Ela ultimamente vinha pensando muito na sua vida humana, vida essa que ela não lembrava muito bem.
Depois de algumas semanas pensando incansavelmente sobre qualquer vestígio de memória, Alice conseguiu lembrar-se de pequenos flashes de algumas décadas atrás. Agora ela insistia em lembrar-se de qualquer outra coisa, fosse ela boa ou ruim. Então, enquanto não exercia alguma atividade rotineira como comprar roupas ou cuidar de Nessie, ela se sentava em algum canto onde pudesse se abstrair do mundo e forçar o seu exercício diário de volta ao passado.
Hoje, particularmente, Alice estava confiante. Apesar de sua habilidade de prever o futuro, ela não conseguia ver se lembraria de algo do seu passado. Mas ela continuava firme e forte, nunca sucumbindo à dificuldade do processo. Eu me sentei no sofá ao lado do dela e comecei a pensar sobre Bella e Nessie, sobre minha vida, para falar a verdade.
Alguns minutos se foram, algumas horas desapareceram até que de repente, eu olhei para Alice e ela continuava de olhos fechados, o único problema era que, dessa vez, ela parecia sofrer. Eu comecei então a prestar mais atenção nos pensamentos dela e ver se eu poderia ajudá-la a passar por essa angústia. Então o que eu vi não poderia ter sido mais chocante...
Havia uma menina em seus pensamentos, parecia com ela. Na verdade, era idêntica a ela. Mas essa menina tinha cabelos longos e tinha acabado de ficar com as bochechas vermelhas, de vergonha. Isso só poderia significar uma coisa: essa menina tão angelical e viva era Alice ainda humana. A Mary Alice.
Eu sei que deveria ter deixado esses pensamentos para Alice e somente ela. Porém, eu me senti extremamente alucinado pela possibilidade de descobrir o passado de Alice junto com ela. A memória parecia ter sido de antes de ser transformada. Mesmo sendo idêntica a Alice que eu conhecia, a Alice humana ainda parecia mais jovem, menos vivida.
Foi então que na cena apareceu um garoto. Não, um garoto não. Um rapaz, de uns vinte anos mais ou menos. Ele era bonito e parecia que a Alice humana o conhecia bem. Eles se cumprimentaram e começaram a andar pelo jardim da casa onde a lembrança se passava. Andavam compartilhando olhares de mútuo carinho. Era de se esperar, eles deveriam ser apaixonados ou coisas assim.
Alice se sentou embaixo de uma árvore, uma macieira. E o rapaz se sentou ao seu lado. Começaram a conversar sobre assuntos banais como o chá de domingo a tarde, almoços em família, temperatura e clima. Era uma recordação muito nítida, como se fosse uma cena de um filme gravado na memória, como se trata-se de um filme favorito, onde o individuo se lembra de todas as falas e atitudes dos personagens.
Ia tudo indo muito bem, até que Alice focou seu olhar em algum lugar remoto e não continuou a ouvir o que o garoto dizia. Passados alguns segundos, o rapaz olhou para Alice e percebeu que ela não o escutava mais. Chamou-a, como se esperasse uma resposta brincalhona ou algo mais. Ela não o respondeu. Ele por sua vez sacudiu-a e ela simplesmente pareceu acordar.
Numa súbita explosão de sentimentos, Alice o abraçou e falou que ele deveria prometê-la que não iria à taberna da cidade onde moravam naquela noite. Ele, que não havia contado a ela sobre tal fato, achou estranho e perguntou:
- Mary, como você sabe que estou planejando ir lá hoje à noite?
- Como assim, Peter. É claro que você me falou. – ela respondeu, não deixando escapar um suspiro escondido como se dissesse uma mentira.
- Não, Mary. Eu não te contei isso.
- De qualquer forma, Peter. Não importa que você não tenha me contado. Apenas prometa-me que você não irá. – dessa vez, Alice parecia a beira de lágrimas. Qualquer que tenha sido a sua visão, o tal do Peter devia estar em grandes apuros.
- Mary, eu não posso te prometer isso. Você não esta me dizendo do que se trata.
- Eu... Eu... Eu não posso, mesmo. - ela respondeu, ressentida.
- Mary, você tem que me contar. O que houve?
- Se eu contar, você promete que não vai me achar uma maluca?
- Mary, se eu te achasse maluca, eu não seria seu noivo.
Então era isso, Alice tinha tido um noivo. Alguém de quem parecia amar. Nada como o amor dela por Jasper, mas mesmo assim, apaixonada.
- Pete, vão tentar te matar hoje. E eu não sei se você vai morrer ou não. Mas qualquer ameaça a sua vida, já me deixa assustada. – ela falou, enxugando suas lágrimas, com a ponta da manga de seu longo á vou vestido branco.
- Mary, essa é mais alguma de suas visões loucas que você cisma que tem? – ele perguntou, totalmente incrédulo.
- Você não acredita em mim, não é? E eu realmente achava que você era diferente dos outros.
- Mary, meu amor, eu não posso acreditar em tal coisa. Quem tentaria me matar? Quem escolheria a mim para tentar cometer um assassinato?
- Não posso te dizer, você não acreditaria mesmo.
- Então, tente!
- É... – ela parecia relutante em responder – É o seu irmão, Pete. O Larry, ele vai tentar te matar depois que vocês saírem de lá. Por favor, não vá!
Então toda a paciência que ele esbanjava antes foi embora com a simples menção dessas palavras.
- Você está louca, Mary. Eu já vou indo. – e dando um beijo em sua testa, Pete saiu em direção à rua. Nem olhando para trás. Nessa hora a memória de Alice ficou turva e mostrou a mesma vestida de preto chorando em frente a uma lápide. Então apareceu uma menina morena, que parecia extremamente com Alice. Mas essa menina carregava uma expressão de raiva e desespero.
- Não sei com o que você tava na cabeça, Alice. Com as suas paranóias de visão do futuro você acabou causando a briga de Peter e Larry. Como você pôde?
- E-eu... Não foi minha intenção. Eu realmente vi Larry se aproximando com uma faca dele. Eu tentei avisa-lo... Ele não me ouviu!
- Eu não acredito em você, Alice. Você é uma louca! Uma LOUCA! Tomara que mamãe e papai coloquem você num hospício e que você nunca mais saia de lá!
De repente a Alice perto de mim soltou um grito, agonizante. Se pudesse, Alice estaria sentindo dor nesse instante, mais dor do que eu jamais podia imaginar ser possível. Se Alice pudesse chorar, um rio de lágrimas estaria correndo em sua face agora. E então tudo aquilo fazia sentido, toda a sua lembrança. A única coisa que eu poderia fazer agora era abraçá-la e dizer:
- Calma, Alice. Tudo vai ficar bem. Eu prometo!
Nathalia Valladares
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
domingo, 26 de outubro de 2008
Between you and me - Fanfic
Era aproximadamente meio-dia e eu tentava me abstrair de todos os problemas, que antes pareciam tão improváveis de acontecerem, que me assombravam no presente momento. Eu corria e corria, mas nada parecia me fazer esquecer disso. Desde que eu e Bella chegamos do Rio de Janeiro, não havia um momento de paz mental para mim dentro da minha própria casa, com todos os membros da minha familia e suas opiniões divergentes sobre o que havia aconteido na nossa lua de mel.
Eu não brigava com ninguém por respeito a Carlisle e Esme e todo o amor que os dois me deram durante todos esses anos que vivo com eles. Mas todos os pensamentos que eu ouvia, mesmo não desejando, me descontrolavam, meu estado era quase sintagmático. Eu não conseguia ficar perto de ninguém. Rosalie estava protegendo Bella pela primeira vez por amor, ou poderia-se dizer mesmo obssessão, pela criança que ela carregava. Emmet era imparcial. Ele não pensava no que poderia ter acontecido, mas sim nas ações que trouxeram a presente situação. Alice estava frustrada por não poder descobrir o que iria acontecer, já que o futuro da criança era tão incerto como o de Jacob e o resto dos lobisomens. Jasper não entendia como poderia ter acontecido também, porém estava mais preocupado em tentar acalmar a Alice e ajudá-la a não sofrer tanto com a impotência que sua amada sentia nos últimos dias.
Para me ajudar a controlar meus tormentos, Carlisle e Esme tentavam não pensar sobre o que levou ao acontecimento e sim como descobrir o que aconteceria de agora em diante. Principalmente Carlisle, já que com suas habilidades de médico ele poderia estudar todos os casos que poderiam ser semelhantes. Esme, por sua vez, com todo o seu espírito materno pensava em como me confortar e como ajudar Bella, cada vez mais e cada vez mais preocupada. Além de que quando estavam discutindo o caso e percebiam minha presença, eles mudavam de assunto e tentavam não pensar sobre o que estavam pensando antes.
O pior de todos os problemas era, mesmo, ter que ouvir os pensamentos quase que absolutos de jacob, que me culpavam pelo estado de Bella. Como se eu estivesse gostando disso, como se eu tivesse pedido para minha mulher estar do jeito que estava. Ele era insano por isso, mas eu não o culpava por esses pensamentos totalmente desgostosos sobre mim. Até porque isso me demonstrava o quanto ele amava Bella também, e isso, pra mim, era mais que tudo.
Eu sei que não faz bem ficar remoendo todos esses pensamentos aleatórios que eu capturo todos os dias da cabeça da minha família e agregado, no caso de Jacob. Mas eu não tinha como desligar minha habilidade. Nem como ligá-la para entender como estava funcionando a mente de Bella. I wish I could.
Acima de todas as coisas, eu queria saber o que se passava pela cabeça dela. Queria partilhar de todas as suas angútias e dores, todas as suas pretensões e desesperos. Eu queria mais que tudo na vida estar sozinho com ela durante esse momento tão difícil e louco que se passa. Então comecei a correr mais rápido, mais rápido... como se isso fosse de alguma maneira me ajudar a fugir de todos os meus problemas. Resolvi ir até a clareira onde mais de uma vez me senti feliz, uma delas com Bella. Única vez, até James chegar com seu bando e botar a vida da pessoa que eu mais amo nesse mundo em perigo. Graças a Deus ele foi embora, pra sempre.
Sentei numa pedra bem em meio aos raios de sol que se espalhavam. E começava a brilhar...
"Caraaca... Você realmente parece um diamante" eu ouvi, no pensamento de alguém. Era Jacob. Eu estava tão absorto, em meus problemas e insanidades, que não ouvi ele se aproximando.
"Você estava me seguindo, Jake?" eu perguntei, ficando um pouco estressado, já que o que eu mais queria era fugir de pensamentos alheios, principalmente os dele.
"Sim... e não." ele pensava, percebendo que essa era a melhor maneira de conversar comigo. "Eu estava correndo um pouco, para me livrar da blondie. Ela esta me enlouquecendo, não sei como você conseguiu tanto tempo de convivência com ela e não a atacou. Ela dá nos meus nervos.... Que vampira metida e cheia de si. Ah, se eu tivesse como fazer ela engolir cada fio do cabelo del-"
Jacob falava demais, pro próprio bem dele. Aliás, pensava demais. "Jacob, pelo amor de Deus, continua a sua história de porque você ta atrás de mim..."
"Ah, sim." agora ele falava, ao invés de só pensar. "Desculpa, cara, mas ela realmente me irrita. Então, como sua irmã loira e narcisista estava enchendo o meu saco, eu resolvi dar uma passeada e vi você correndo. Decidi vir atrás de você porque você parecia bem estressado e angustiado." Ok, isso é muito estranho. Jacob Black, o lobisomem anti-vampiro, estava preocupado comigo. Conta outra! Tudo bem que ele havia se tornado super prestativo e amigo várias vezes, mas os pensamentos dele com relação a Bella e nosso filho me deixavam totalmente enlouquecido. "então, eu quero saber. O que te aflinge, Edward?"
É... eu acho que os sentimentos dele são verdadeiros. Que alívio. "Jacob, eu realmente aprecio sua preocupação, mas eu não quero mesmo falar com ninguém agora. Principalmente com você." eu repondi.
"Edward, eu sei que você pode não acreditar em mim, mas eu vim com o meu coração aberto para conversar seriamente com você." ele falou, desconsiderando o meu desejo inicial. "Não estou pedindo pra você abrir seu coração, dizer que me ama nem nada" claro, sem um humor desgraçado não seria Jacob falando "eu só quero saber que eu tenho refletido sobre você e toda a situação com a Bella e estou disposto a mudar a minha postura a partir de agora. Pode contar comigo."
"Jake, eu -" eu ia responder, quando Jacob me interrompeu de novo.
"Ed, por favor, eu sei que metade das suas frustações são com relação aos meus pensamentos inescrupulosos, e eu quero me desculpar por isso. Eu entendo o quanto você ama a Bells e quero que você saiba que eu estou sendo realmente verdadeiro ao falar que eu espero que tudo dê certo mesmo. E eu não te culpo mais tanto pelo ocorrido." ele falou, adicionando um pensamento silenciado após "mesmo não gostando do que ela carrega no próprio corpo!" e terminou com uma risada marota.
"Jake..." eu comecei "muito obrigada! Mesmo! Você não sabe o quanto isso está sendo um raio de esperança no dia de hoje nos meus pensamentos."
"Raio de esperança? Pra que você quer brilhar mais? Você já parece um pisca-pisca de natal por si próprio!" Ele pensou, rindo.
Claro, eu havia esquecido que eu estava no sol. Eu ri e dei um soquinho no ombro de Jacob. Que, por sua vez, me deu um olhar de assentimento. Eu entendia, ali, naquele momento, que eu havia conquistado um amigo quase irmão, mesmo ele sendo um lobisomem sarcásico e odiador de vampiros.
Então eu contei parte de minhas aflições para ele, no que ele assentia e concordava comigo. E, entre uma frustração e outra, ele adicionava um comentário. As vezes, com a intenção de me divertir. Em outras, com a intenção de mostrar um ultraje comum entre nós, principalmente quando se tratava da faceta egocêntrica de Rosalie e da impotência de não poder saber o que se passava na cabeça de Bella.
Ficamos até aproximadamente onze horas da noite conversando na clareira e apostamos uma corrida até em casa. Chegamos na porta e entramos tentando não fazer barulhos. Ao que Jacob pensou: "Será que se eu chegar e tentar assustar a narcisista, eu consigo fazer com que ela tente me pegar e, com muita sorte, levá-la a se molhar no lago aqui perto?"
Eu ri, com absurda facilidade desse comentário silencioso do Jake, o que fez com que praticamente metade da casa descobrisse a nossa chegada. Assim que entramos na cozinha, achamos Carlisle e Esme tentando descobrir mais alguma coisa sobre a gravidez. Esme me olhou e, em pensamento, ficou aliviada por me ver mais leve do que eu havia estado em dias. Carlisle olhou-a e logo depois desviou seu olhar a Jacob e a mim, pensando, com o propósito de se comunicar comigo, "Que bom que você está melhor. Felicidade lhe cai bem melhor!"
Ao que eu respondi: "Brigado, Carlisle. Eu devo tudo a Jacob, mesmo que ele seja um lobisomem sarcástico e divertido..."
Pisquei para Jake, olhei com olhos carinhosos para Esme e sorri em êxtase para Carlisle; e depois subi para dar um beijo em minha mulher, tentando me esquivar mais uma vez da frustação dela ser um livro em branco para mim, mantendo só um pensamento em minha mente: É a mulher que eu amo, desvendá-la é o maior gosto de tê-la ao meu lado!
Nathalia Valladares
Eu não brigava com ninguém por respeito a Carlisle e Esme e todo o amor que os dois me deram durante todos esses anos que vivo com eles. Mas todos os pensamentos que eu ouvia, mesmo não desejando, me descontrolavam, meu estado era quase sintagmático. Eu não conseguia ficar perto de ninguém. Rosalie estava protegendo Bella pela primeira vez por amor, ou poderia-se dizer mesmo obssessão, pela criança que ela carregava. Emmet era imparcial. Ele não pensava no que poderia ter acontecido, mas sim nas ações que trouxeram a presente situação. Alice estava frustrada por não poder descobrir o que iria acontecer, já que o futuro da criança era tão incerto como o de Jacob e o resto dos lobisomens. Jasper não entendia como poderia ter acontecido também, porém estava mais preocupado em tentar acalmar a Alice e ajudá-la a não sofrer tanto com a impotência que sua amada sentia nos últimos dias.
Para me ajudar a controlar meus tormentos, Carlisle e Esme tentavam não pensar sobre o que levou ao acontecimento e sim como descobrir o que aconteceria de agora em diante. Principalmente Carlisle, já que com suas habilidades de médico ele poderia estudar todos os casos que poderiam ser semelhantes. Esme, por sua vez, com todo o seu espírito materno pensava em como me confortar e como ajudar Bella, cada vez mais e cada vez mais preocupada. Além de que quando estavam discutindo o caso e percebiam minha presença, eles mudavam de assunto e tentavam não pensar sobre o que estavam pensando antes.
O pior de todos os problemas era, mesmo, ter que ouvir os pensamentos quase que absolutos de jacob, que me culpavam pelo estado de Bella. Como se eu estivesse gostando disso, como se eu tivesse pedido para minha mulher estar do jeito que estava. Ele era insano por isso, mas eu não o culpava por esses pensamentos totalmente desgostosos sobre mim. Até porque isso me demonstrava o quanto ele amava Bella também, e isso, pra mim, era mais que tudo.
Eu sei que não faz bem ficar remoendo todos esses pensamentos aleatórios que eu capturo todos os dias da cabeça da minha família e agregado, no caso de Jacob. Mas eu não tinha como desligar minha habilidade. Nem como ligá-la para entender como estava funcionando a mente de Bella. I wish I could.
Acima de todas as coisas, eu queria saber o que se passava pela cabeça dela. Queria partilhar de todas as suas angútias e dores, todas as suas pretensões e desesperos. Eu queria mais que tudo na vida estar sozinho com ela durante esse momento tão difícil e louco que se passa. Então comecei a correr mais rápido, mais rápido... como se isso fosse de alguma maneira me ajudar a fugir de todos os meus problemas. Resolvi ir até a clareira onde mais de uma vez me senti feliz, uma delas com Bella. Única vez, até James chegar com seu bando e botar a vida da pessoa que eu mais amo nesse mundo em perigo. Graças a Deus ele foi embora, pra sempre.
Sentei numa pedra bem em meio aos raios de sol que se espalhavam. E começava a brilhar...
"Caraaca... Você realmente parece um diamante" eu ouvi, no pensamento de alguém. Era Jacob. Eu estava tão absorto, em meus problemas e insanidades, que não ouvi ele se aproximando.
"Você estava me seguindo, Jake?" eu perguntei, ficando um pouco estressado, já que o que eu mais queria era fugir de pensamentos alheios, principalmente os dele.
"Sim... e não." ele pensava, percebendo que essa era a melhor maneira de conversar comigo. "Eu estava correndo um pouco, para me livrar da blondie. Ela esta me enlouquecendo, não sei como você conseguiu tanto tempo de convivência com ela e não a atacou. Ela dá nos meus nervos.... Que vampira metida e cheia de si. Ah, se eu tivesse como fazer ela engolir cada fio do cabelo del-"
Jacob falava demais, pro próprio bem dele. Aliás, pensava demais. "Jacob, pelo amor de Deus, continua a sua história de porque você ta atrás de mim..."
"Ah, sim." agora ele falava, ao invés de só pensar. "Desculpa, cara, mas ela realmente me irrita. Então, como sua irmã loira e narcisista estava enchendo o meu saco, eu resolvi dar uma passeada e vi você correndo. Decidi vir atrás de você porque você parecia bem estressado e angustiado." Ok, isso é muito estranho. Jacob Black, o lobisomem anti-vampiro, estava preocupado comigo. Conta outra! Tudo bem que ele havia se tornado super prestativo e amigo várias vezes, mas os pensamentos dele com relação a Bella e nosso filho me deixavam totalmente enlouquecido. "então, eu quero saber. O que te aflinge, Edward?"
É... eu acho que os sentimentos dele são verdadeiros. Que alívio. "Jacob, eu realmente aprecio sua preocupação, mas eu não quero mesmo falar com ninguém agora. Principalmente com você." eu repondi.
"Edward, eu sei que você pode não acreditar em mim, mas eu vim com o meu coração aberto para conversar seriamente com você." ele falou, desconsiderando o meu desejo inicial. "Não estou pedindo pra você abrir seu coração, dizer que me ama nem nada" claro, sem um humor desgraçado não seria Jacob falando "eu só quero saber que eu tenho refletido sobre você e toda a situação com a Bella e estou disposto a mudar a minha postura a partir de agora. Pode contar comigo."
"Jake, eu -" eu ia responder, quando Jacob me interrompeu de novo.
"Ed, por favor, eu sei que metade das suas frustações são com relação aos meus pensamentos inescrupulosos, e eu quero me desculpar por isso. Eu entendo o quanto você ama a Bells e quero que você saiba que eu estou sendo realmente verdadeiro ao falar que eu espero que tudo dê certo mesmo. E eu não te culpo mais tanto pelo ocorrido." ele falou, adicionando um pensamento silenciado após "mesmo não gostando do que ela carrega no próprio corpo!" e terminou com uma risada marota.
"Jake..." eu comecei "muito obrigada! Mesmo! Você não sabe o quanto isso está sendo um raio de esperança no dia de hoje nos meus pensamentos."
"Raio de esperança? Pra que você quer brilhar mais? Você já parece um pisca-pisca de natal por si próprio!" Ele pensou, rindo.
Claro, eu havia esquecido que eu estava no sol. Eu ri e dei um soquinho no ombro de Jacob. Que, por sua vez, me deu um olhar de assentimento. Eu entendia, ali, naquele momento, que eu havia conquistado um amigo quase irmão, mesmo ele sendo um lobisomem sarcásico e odiador de vampiros.
Então eu contei parte de minhas aflições para ele, no que ele assentia e concordava comigo. E, entre uma frustração e outra, ele adicionava um comentário. As vezes, com a intenção de me divertir. Em outras, com a intenção de mostrar um ultraje comum entre nós, principalmente quando se tratava da faceta egocêntrica de Rosalie e da impotência de não poder saber o que se passava na cabeça de Bella.
Ficamos até aproximadamente onze horas da noite conversando na clareira e apostamos uma corrida até em casa. Chegamos na porta e entramos tentando não fazer barulhos. Ao que Jacob pensou: "Será que se eu chegar e tentar assustar a narcisista, eu consigo fazer com que ela tente me pegar e, com muita sorte, levá-la a se molhar no lago aqui perto?"
Eu ri, com absurda facilidade desse comentário silencioso do Jake, o que fez com que praticamente metade da casa descobrisse a nossa chegada. Assim que entramos na cozinha, achamos Carlisle e Esme tentando descobrir mais alguma coisa sobre a gravidez. Esme me olhou e, em pensamento, ficou aliviada por me ver mais leve do que eu havia estado em dias. Carlisle olhou-a e logo depois desviou seu olhar a Jacob e a mim, pensando, com o propósito de se comunicar comigo, "Que bom que você está melhor. Felicidade lhe cai bem melhor!"
Ao que eu respondi: "Brigado, Carlisle. Eu devo tudo a Jacob, mesmo que ele seja um lobisomem sarcástico e divertido..."
Pisquei para Jake, olhei com olhos carinhosos para Esme e sorri em êxtase para Carlisle; e depois subi para dar um beijo em minha mulher, tentando me esquivar mais uma vez da frustação dela ser um livro em branco para mim, mantendo só um pensamento em minha mente: É a mulher que eu amo, desvendá-la é o maior gosto de tê-la ao meu lado!
Nathalia Valladares
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quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Sweet Red River
I don’t know if you can love me
Any more than I love you
But in your eyes I can see
The regrets and all the truths
I have to touch your skin now
Even tough it’s devastatingly cold
In here, I feel that somehow
Feelings are left to be told
Pre-Chorus I
And the rain comes pouring
Like drops of pain rushing through my blood
When you smell it deep inside
Your desires star to flood
Chorus
I know you want my
Vicious Sweet Red River
That’s running under my skin
I know you like to
Getaway now from
This addiction that you’re in
But, you know, I don’t mind
Being your delicious agony…
All the problems that keep starting
Every time I get so near
Are nothing now comparing
To the scent of you, my dear
If I could I would freeze time
And play over and over again
The moment I do remember
When your smell drove me insane
Pre-Chorus II
And my flesh keeps burning
Every minute you’re next to me, ending with my breath
When you kiss me, I’ll just faint
And then all my prayers are in vain
Chorus
I know you want my
Vicious Sweet Red River
That’s running under my skin
I know you like to
Getaway now from
This addiction that you’re in
But, you know, I don’t mind
Being your delicious agony…
Don’t you realise?
We’re pills and that’s just fine
As long as we’re together
And our lives have the same crime:
That’s addiction on our loving
And our skins that shine so bright…
Chorus
I know you want my
Vicious Sweet Red River
That’s running under my skin
I know you like to
Getaway now from
This addiction that you’re in
But, you know, I don’t mind
Being your delicious agony…
Being your sincere apology
And your precious bride-to-be!
{By Nathalia Valladares – on October 17th , 2008}
Any more than I love you
But in your eyes I can see
The regrets and all the truths
I have to touch your skin now
Even tough it’s devastatingly cold
In here, I feel that somehow
Feelings are left to be told
Pre-Chorus I
And the rain comes pouring
Like drops of pain rushing through my blood
When you smell it deep inside
Your desires star to flood
Chorus
I know you want my
Vicious Sweet Red River
That’s running under my skin
I know you like to
Getaway now from
This addiction that you’re in
But, you know, I don’t mind
Being your delicious agony…
All the problems that keep starting
Every time I get so near
Are nothing now comparing
To the scent of you, my dear
If I could I would freeze time
And play over and over again
The moment I do remember
When your smell drove me insane
Pre-Chorus II
And my flesh keeps burning
Every minute you’re next to me, ending with my breath
When you kiss me, I’ll just faint
And then all my prayers are in vain
Chorus
I know you want my
Vicious Sweet Red River
That’s running under my skin
I know you like to
Getaway now from
This addiction that you’re in
But, you know, I don’t mind
Being your delicious agony…
Don’t you realise?
We’re pills and that’s just fine
As long as we’re together
And our lives have the same crime:
That’s addiction on our loving
And our skins that shine so bright…
Chorus
I know you want my
Vicious Sweet Red River
That’s running under my skin
I know you like to
Getaway now from
This addiction that you’re in
But, you know, I don’t mind
Being your delicious agony…
Being your sincere apology
And your precious bride-to-be!
{By Nathalia Valladares – on October 17th , 2008}
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