terça-feira, 4 de novembro de 2008

Never Think - Chapters 1 to 5

Never Think


She’d never think / Ela nunca iria pensar
It’s in your home / Que faz parte de você
It’s in our home / Que faz parte de nós
It’s all I want / Que é tudo o que eu quero
And you’ll learn to hate me / E você vai aprender a me odiar
She said, oh call me baby / Ela disse: oh, me chame de baby
Oh lord / Oh Deus
Just call me by my name / Apenas me chame pelo meu nome
And Save your soul / E salve sua alma
Save your soul / Salve sua alma



E nesse momento tudo o que eu poderia ter feito era pegá-la em meus braços como se a minha própria existência dependesse disto. Ela era minha vida, mesmo que não houvesse de fato vida em nossa essência. Naquela mesma tarde, nós fizemos amor na nossa clareira. Ela tinha me dito que desde que ainda era Bella Swan, ela desejava me amar no nosso lugar secreto.
Eu nunca teria pensado em amá-la, no sentido carnal, enquanto ela fosse humana. Mas, além do prazer e loucura incluso no ato, eu jamais teria vivido completamente se não existisse Renesmee. Ela era mais que tudo, mas que sentido, mas que sentimento. Ela era um pedacinho meu e um pedacinho a mulher que eu amava. A única coisa que me causava náuseas era pensar que Bella poderia ter morrido ao concebê-la, e eu não queria pensar nessa possibilidade absurda.
Foi então que lembrei do nosso primeiro beijo. Algo sublime aconteceu naquele instante, como se nada mais importasse. O cheiro tão inebriante do sangue dela, apenas me deixava mais perigoso para a frágil existência humana dela. Nos aproximamos, mão na mão, corpos quase em um. A respiração dela totalmente desritmada, sem compasso algum, mas mesmo assim digna de se compor uma belíssima canção de amor. Como se já não fosse perto o bastante, eu a abracei mais forte, mais apertado.
Nesse momento, ela já não se agüentava longe de mim. E nem eu longe dela. Nossas bocas se uniram, como se fossemos um. Oh, meu deus. Como eu queria saber o que ela pensava agora... Seus lábios macios, como se fossem pétalas de rosa, contra os meus, duros e frios, era a melhor sensação do mundo. Não acreditava que ela pudesse me amar e me beijar, eu era uma coisa tão monstruosa.
Então, como se nada mais pudesse melhorar, ela me abraçou mais apertado, passando a mão em meus cabelos. Eu desci minha mão dos ombros dela em direção aos quadris. Meu Deus, que quadris! Ela poderia me ter hipnotizado neles por toda a eternidade. Continuamos a nos beijar, esbaforidos, quase sem controle. O pé dela levantou, como em uma cena de filme Hollywoodiano.
Resolvi arriscar a sorte. Me abaixei um pouco, ainda com minha língua em sua boca, e a levantei de modo a segura-la contra meu peito. Ela escorregou, então, sua mão pelas minhas costas e para dentro da minha camisa pólo. Que vontade enorme de fazer o mesmo. Mas me segurei. Não era seguro para ela.


Before you’re too far gone /Antes que você tenha ido longe demais
Before nothing can be done / Antes que nada possa ser feito
And I sat around / E eu sentei-me por perto
Shall I hold you hand? / Devo segurar sua mão?
I’ve got no fight in me / Não tenho coragem em mim para enfrentar
In this whole damn world / Esse mundo completamente maldito
Tell you hold on / Te digo, aguente firme
She said hold on / Ela disse, aguente firme



- Edward? – ela me chamou, me distraindo da minha memória. Eu ainda estava com ela em meu colo. Ela me olhava com um olhar penetrante, cheio de carinho. – Edward, diga aquelas três palavras.
- Eu te amo. – eu respondi, me inflando de contentamento – Eu te amo e sempre vou te amar porque você é minha vida!
- Oh, Edward! – ela gritou, me abraçando mais forte.
Então nos fitamos por alguns milésimos de segundo antes de finalmente nos beijarmos mais intensamente, como havíamos nos acostumado a fazer. Agora, ambas as nossas bocas eram geladas. Mas isso não importava, pois a temperatura era a mesma, não havia mais diferenças. E podíamos nos beijar sem medo de mais nada. Nada poderia tirá-la de mim, ela também era imortal.
Passei minha mão pelo cabelo dela, segurei-o para cima e beijei sua nuca, ao mesmo tempo em que ela tentava desabotoar minha camisa de linho rosa bebê. Não por culpa dela, mas por nossa natureza, ela desistiu de tirar botão por botão e rasgou a camisa em duas partes. Eu ri por um momento, até que ela levantou a cabeça para olhar minha face.
- Eu ganhei na loteria ao ser escolhida por um marido-vampiro tão gato! – ela falou, em meio a sua tentativa absurda de nos fazer subir para a cama.
- Bella, você não foi escolhida, você me escolheu. – eu respondi – E Bells...
- O que? – ela perguntou.
- Você pretende estragar realmente a nossa décima - quinta cama? - eu ri. Nós não precisávamos de uma cama, mas era bom para mobilhar a casa.
- Haha. Não, não quero. Desculpe... – ela olhou, meio desconcertada.
- Já sei! – eu me animei – Venha comigo.
Peguei-a em meus braços mais uma vez, e caminhei em direção ao closet que Alice construiu para nossa casa. Abri a porta e recostei Bella no chão macio, por causa do carpete.
- Brilhante idéia, Ed.
- Eu também acho. – respondi.
Me deitei por cima dela e a beijei no trecho nu que aparecia em meio a blusa de seda decotada. Ela soltou um suspiro e isso foi o suficiente para me deixar ainda mais louco. Segurei pelo cós da sua calça jeans e arrebentei o botão e o fecho éclair que me atrapalhavam. Com o fecho fora do meu caminho, tirei a calça de Bella e me surpreendi ao descobrir que ela usava uma lingerie preta com detalhes em branco que eu havia comprado para ela na nossa viagem a Londres no começo do ano.
- Você realmente quer me enlouquecer, não é, Bella? – eu perguntei, não deixando escapar um sorriso de satisfação.
- Enquanto eu tiver esse poder, não hesitarei em utilizá-lo... – ela respondeu, também deixando transparecer o quanto ela apreciava esse nosso joguinho sujo. E foi nessa hora que eu resolvi fechar a porta do closet e começar a diversão.





And I know / E eu sei
Slip my coat off / Tire meu casaco
And I’ll know it’s all wrong / E eu saberei que está tudo errado
She stands outside and holds me / Ela permanece e me abraça
She said, oh please I’m in love / Ela diz, oh, por favor, eu estou apaixonada
I’m in love / Eu estou apaixonada
Cause without me / Porque sem mim
You’ve got it all / Você tem tudo
So hold on / Então aguente firme
Without me you got it all / Sem mim você tem tudo
Hold on / Aguente firme


Capítulo 2

No dia seguinte, resolvemos sair como Renesmee e Alice para um piquenique, que a maioria não comeria, é claro. Era óbvio que eu teria que agüentar aquele cachorro-quente do Jacob. Sem contar que, a cada dia, Nessie crescia mais deslumbrante e perfeita; isso significava o tanto mais de tempo que eu tinha que ficar preso na atmosfera amorosa que Jacob havia criado dentro da redoma de vidro que ele construiu em sua mente para abrigar todos os seus sonhos e fantasias com Renesmee. Como eu desejava socar cada pedacinho da cara de buldogue dele.
Meu amor, o que você está pensando? Bella me perguntou por entre um pensamento e outro. Durante esses cinco anos de casados, ela havia se especializado ainda mais no controle da proteção de sua mente, o que significava mais tempo que eu poderia ficar dentro de seus pensamentos, ouvindo todos. A não ser quando brigávamos, aí era a pior parte de todas. Ou ela me culpava por entre suas indagações, ou me deixava num breu qualquer; e eu não sei o que é pior.
- Nada não – eu respondi ainda mergulhado, absorto, em tudo o que Jacob tinha acabado de pensar. E NÃO era legal... Aff! – Vamos indo? – eu perguntei para todos.
- Aham! – respondeu Alice, muito feliz – Eu já sei o lugar perfeito, Ed! – e então ela me mostrou. Bem perto de um lago. Uma árvore que crescia horizontalmente, de maneira a fazer uma cortina de galhos e folhas, tão linda, que seria perfeita para uma foto.
- Pap’s, eu posso ir com o Jake? – Renesmee me perguntou. Como eu também odiava a preferência dela de ir nas costas dele do que ir correndo comigo ou Alice ou Bella. Mas acho que isso deve fazer parte do contrato de pai legal, eu deixava.
- Claro, minha filha. Faça o que você quiser... – MENTIRA! Como eu era masoquista. Com a mãe dela, com ela. Onde isso vai parar meu Deus!
- Obrigada, papai. – Ela me disse, me dando um beijo na bochecha e correndo para montar em Jacob. Pelo menos ele era o escravo e ela mandava, pelo menos! Ai, ai. Vida cruel.
Nessie estava prestes a fazer seu quinto aniversário, só que aparentava aproximadamente catorze anos. A cada dia que Renesmee cresce, mas eu enlouqueço com os pensamentos pro futuro de Jacob. O que eu não daria pra ficar fora da mente dele por pelo menos uma semana. Já seria de grande alívio. Bella não se importava de entregar a nossa filha para Jake, mas mesmo assim não gostava quando eu contava o que ele pensava em fazer com a nossa filha dentro de um ano ou dois quando ela aparentasse dezessete e parasse de crescer.
O meu único alívio relacionado ao poder de ver o que se passava na cabeça de Jacob era saber qual era o grau de interação física entre os dois. Ainda bem que ainda não se beijaram. Eu mato esse canalha o dia que acontecer.
Ed, você está escondendo alguma coisa de mim? Bella perguntou ao ver meus punhos se fecharem uma vez mais. O que aconteceu? Por que você está tão nervoso?
Então eu dei um olhar de “a gente conversa quando estivermos sozinho” para ela, ao que ela respondeu: Ok, ok. Entendi! E soltou um dos seus sorrisos estonteantes que eu amava. Eu tinha tanta sorte.
- Então, vamos agora? – Alice perguntou – Se demorarmos mais dez minutos, pegaremos uma chuva no meio do caminho.
- Sim, Alice. Vamos logo. – Eu respondi. – O que eu menos quero hoje é um cheiro de cachorro molhado me seguindo.
- Hey, ta falando de mim? – Jacob perguntou. E eu adorei responder...
- Claro, Jacob. Ta vendo mais algum vira-lata por aqui?
- Papai, não seja maldoso. – Nessie exclamou. – Tudo bem que o Jake cheira muito mal quando está molhado, mas não é culpa dele. – e riu. Como eu a amei ainda mais nesse instante.
- Ed, Jake e Nessie! – gritou Bella, rindo ao mesmo tempo. – Já chega dessa discussão. Cachorro ou não, fedendo ou não, Jacob é parte dessa família. Mesmo que não seja por escolha. – ela riu mais forte, me dando uma olhada de soslaio. – Vamos nos comportar!
- Aham, Bella. – Alice respondeu. – De onde você tirou toda essa força para mandar em todo mundo? – rindo é claro!
Nessa hora todos riram, mais freneticamente do que nunca. E resolvemos então ir para o tal piquenique que metade não ia comer. Era mais um ‘get together’, essencial para o convívio diário. Depois de uns quarenta minutos correndo, chegamos ao tal lugar que Alice havia previsto. Realmente a visão dela não fazia jus à realidade do local. Era bem mais bonito, bem mais claro. E quando nos demos conta, eu, Alice e Bella, brilhávamos. Assim como Nessie, mas em bem menos intensidade.
Deus abençoado dos Quileutes, essa é uma visão de Deus! Minha garota... Brilhando! Cachorro shapeshifter filho-da-mãe...
- Mas você vai levar uma na cara, seu vira-lata medonho... – eu comecei, mas eu senti duas mãos menores me segurarem.
- Não, Edward! – Bella e Alice falaram ao mesmo tempo. – Não faça isso, amor. – continuou Bella.
Malz, sogrinho! Eu não deveria. Jacob se pronunciou.
- É, vira-lata, não devia mesmo! – eu olhei para ele; culpa até o limite da minha paciência.
- Edward, por favor. Vamos dar uma volta? – Bella me pediu, com um olhar cheio de ternura e apreensão.
- Ok, Bells. Pelo bem do passeio.


Capítulo 3


Corremos até bem perto de um rio, onde um grupo de esquilos bagunçava uma moita. Bonitinhos, não, amor. Dá uma pena de matar. Ainda em que caçamos anteontem. Bella pensou, tentando me fazer parar de pensar nas palavras e na imaginação fértil de Jacob.
- Então, você vai ou não me falar o que se passa na sua cabecinha? – ela perguntou, finalmente. – Aliás, na cabecinha do Jacob...
- Bella, eu sei que você vai me chamar de pai-coruja e tal, então... – eu comecei – podemos falar de outra coisa?
- Ed, meu bem, você não pode ter sua filha solteira pra sempre. – Bella falava – Se não fosse o Jake, seria outro. Todo mundo encontra alguém. Veja só você, depois de quase cem anos...
- E eu agradeço todos os dias pela sorte de você ter entrado em minha vida. Mas é a minha filha, Bella...
- É minha também, certo? Ou você a concebeu por brotação espontânea? – ela parecia furiosa agora.
- Eu... Eu não queria que parecesse isso.
- Eu sei, Ed. Também me sinto assim com relação a Nessie. Mas, sendo o Jacob, é preferível.
- Sobre essa parte, eu acredito que você esteja totalmente errada Bella.
- Ah é? Bom, só me ajude a lembrar de uma coisa... – ela pediu – Quando a gente se conheceu, você já gostava de mim, certo?
- Não, Bella. Errado! – eu falei – Eu já te amava, você já era minha vida a partir do momento que eu fui aprisionado pelo seu jeito de ser... e pelo seu sangue, é claro!
- Oh, Edward. Que lindo! – ela falou, com os olhos marejados. – Agora pensa. Você tem a capacidade de entrar na mente dele e ver o quão forte é o sentimento de ter imprimido na nossa filha, não é?
- Ah, Bella. Não me diga que você vai começar a defendê-lo? – eu me enraivei.
- Edward, isso não é possível. – ela exclamou, se levantando da pedra onde sentávamos. – Você está cogitando que se fosse ao contrário, se eu fosse a Nessie e você fosse o Jacob, você não acredita que o nosso amor era pra ser?
- É claro que não! Eu nunca deixaria de te querer, nunca.
- Então o que você quer dizer exatamente?
- É só que... é que é difícil me controlar com os pensamentos do Jacob. E agora ele me chama de... – e a voz dele ainda marretava na minha cabeça. – sogrinho! Vira-lata maldito!
- Ed, não se esqueça que a Nessie também gosta dele.
- É, eu só o desculpo por causa dela. – cachorro irritante.
Nessa hora, Bella veio na minha direção e olhou nos meus olhos. Tente se controlar, pela Nessie! Ela pensou.
- Vou tentar... – era tudo o que eu poderia dizer.
Ela me olhou com aquele olhar de compaixão tão forte. Às vezes, parecia que Bella havia adquirido um pouco da generosidade contida no olhar de Esme, apenas por osmose. Ela me abraçou e me beijou na boca, não segurando qualquer vontade implícita em seu corpo. Mais uma vez eu sucumbi ao desejo carnal, mais do que a preocupação de que alguém nos visse. Se Alice visse, ela não diria nada. Jacob, ao contrário, encheria o meu saco até o fim dos tempos, ou até eu mata-lo (o que parecia uma ótima opção olhando desse ponto de vista). Mas se fosse Renesmee, eu não saberia o que fazer.
- Não, Bella. Aqui não. Nessie pode aparecer.
- Mas, Edward...
- Não, nada de Edward. Você quer dar o exemplo a nossa filha?
- Claro... Eu quero ensiná-la a pegar os caras mais gatos na vida dela. – Bella respondeu, se divertindo – Se não der certo com o Jake, é claro!
- Ummm... Então você pensa em não dar certo, Srta. Bella Cullen? – eu ri, admirado do que havia acabado de escapulir da boca de minha esposa. – Grande expectativa, hein?
- Você é um estúpido, Edward. Não sei o que eu vi em você, pra início de conversa... – ela atacou, afastando seu corpo de mim.
- Que tal... – eu resolvi brincar – Dentes pontiagudos, pele impenetrável, charme infinito e... a capacidade de te deixar hiperventilando?
- Edward, tudo isso junto! – ela respondeu, vindo se sentar em meu colo de novo. – E mais a coleção de carros legais que você e sua família tinham. – ela riu outra vez – Mas isso era pra ser segredo até depois do casamento só. Aqui estou eu, contando a verdade para você depois de cinco anos...
- Isabella Cullen, você é mais danadinha do que eu pensava! – e eu não resisti... de novo. A beijei com mais intensidade do que antes, abraçando-a interminavelmente. Com cuidado para não ser descoberto, puxei-a para trás da moita onde os esquilos brincavam um pouco antes e a deitei sobre mim. – Agora você me incitou a fazer algo proibido...
- Mas esse era a intenção. O proibido sempre tem um gosto mais doce... – ela falou, com um ar de menina má e me jogou para debaixo dela, me deixando incapacitado de fazer qualquer movimento. – Edward, te amo agora e sempre.
- Bella, te amo por toda a eternidade. – e com isso nos beijamos mais ardentemente. Ela pegou minha mão e colocou-a em sua coxa. Eu segurei a sua mão que estava em meu cabelo e beijei-a, depositando no beijo todo o meu amor no instante. Levantei um pouco a sua saia e comecei a respirar mais forte. Ela percebeu a minha respiração ofegante e resolveu aumentar a dela também. Agora ela sentia toda a trepidação emocional que eu.
Edward, eu não quero que esse momento acabe nunca! Ela pensou.
- Eu também não, meu amor. Eu também não... – respondi. Mas naquele momento, outro pensamento entrou na minha mente.
Será que o sogrinho está bem? Ele saiu com a Bella, tão desesperado. Espero que ele não descubra que deixamos Alice sozinha, usando como desculpa para conversarmos a iniciativa de procurar por eles. Era Jacob. Deus, o que eu fiz para merecer isso. E com um suspiro eu avisei para Bella.
- Jacob e Nessie estão chegando. Se ajeite. – ela me olhou então com um olhar assustado. Ajeitou a roupa e fingiu estar observando os peixes no lago ao lado. O que ela não tinha percebido era um monte de folhas que estavam presos no seu cabelo. Ri daquela cena, mas resolvi ajudá-la e limpar. Se Jacob visse aquilo, eu não agüentaria as brincadeiras e minha filha realmente ficaria viúva antes mesmo de casar.
Argh, Nessie casando... Pensamento funesto!
- Papai! Mamãe! – Nessie gritou assim que nos viu. Ela me abraçou e colocou sua mão em meu pescoço. Papai, você ainda está bravo com o Jake? Ela perguntou.
- Não, filha. – eu menti. Claro que ele me irritava constante vinte horas do dia, mas eu não poderia decepcionar minha Nessie desse jeito. Ainda mais depois do que ele pensou antes de nos ver. Ela acha mesmo que eu poderia conviver com ele e deixar tudo barato. Não, senhor! Mesmo que eu fosse considerado o pai-coruja, chato... eu nunca deixaria de ficar estressado com os pensamentos de Jacob ‘vira-lata’ Black.
- Que bom, papai. Obrigada! – ela me respondeu, dando um sorriso. Como minha filha era bonita. Acho que dava pra eu concordar com a Bella, antes Jacob Black do que algum tipinho que dava em cima da mãe dela como o Mike Newton ou adjacências.

Capítulo 4


Por incrível que pareça, as coisas conseguiram piorar. Depois do dia do piquenique, Jacob desistiu de pensar coisas sobre a Renesmee perto de mim e agora eu não poderia saber o que estava passando pela cabeça dele sobre a minha filha.
- Mas, Edward – Bella me perguntava, já de madrugada – Não era exatamente isso o que você queria? Todos os pensamentos do Jake longe de você?
- Sim, Bells. Mas eu também me sentia seguro por saber tudo o que ele pretendia fazer ou pensava sobre ela.
- Edward Cullen, você é um mistério... – ela me falou – Mas, pelo menos, um mistério bem bonitinho e atraente... Vamos pra nossa clareira?
- Isabella Cullen, a senhorita esta muito pervertida ultimamente... – eu respondi, assim que ela desprendeu a sua boca da minha.
- Vamos, Ed! – ela me pediu, com os olhinhos brilhantes. – Por favor! Vamos... Eu quero fazer amor com você!
- Ok, mas deixa eu ver se Renesmee está dormindo ou não. – então fui ate o quarto dela, pra ter certeza de que ela estava sã e salva, longe do vira-lata.
Fomos para a clareira correndo, ao chegar lá fizemos amor com paixão e ardores... como sempre. Minha boca na dela, a sua boca na minha... Mãos e pés e pernas e corpos, entrelaçados. Tudo o que se tem direito, e muito mais.
- Edward – ela me perguntou, quando deitávamos, nossos corpos nus na grama, depois do nosso exercício diário. – Será que esse desespero por sexo acaba algum dia?
- Não sei. – eu respondi, sinceramente – mas eu espero que não! – eu ri, e logo depois beijei-a de novo.
Naquela noite, fizemos amor quatro vezes. Seguidas! Algo espetacular, mas eu ainda sentia que não era satisfatório o número. Agora, deitado sem exaustão no chão de gramíneas da clareira, eu começava a pensar uma coisa que eu nunca pensei que fosse me passar pela cabeça. Depois da conversa que eu tive com Bella, eu comecei a pensar realmente no que representava a relação com Nessie para Jacob.
Assim como Bella havia apontado, eu não agüentaria ficar sem a Bella se não tivesse dado certo para nós. Eu a amava mais que qualquer coisa no mundo, e se eu tivesse que viver sem tê-la conhecido, minha vida com certeza teria bem menos significado. Eu tentava me lembrar da intensidade do amor entre imprinted’s dos quileutes. Era óbvio que não existia quase nada igual, a não ser o meu amor por Bella, e olha que estava chegando bem perto.
Talvez fosse ate plausível que a nossa filha amasse um shapeshifter e não um humano ou vampiro. Imagina ela pedir para nós para transformar um namorado humano. Eu seria contra, mesmo que o argumento de Bella fosse forte. Eu nunca mais faria isso de novo. E um namorado vampiro... Seria bem pior. Eu sei, por experiência própria, que é muito difícil se controlar perto de um sangue que ‘cante’ para você.
- Bella? – eu chamei, olhando para o seu corpo nu, estirado na grama, deslumbrante com o brilho causado pelos primeiros raios da manhã.
- Sim...
- Eu acho que dá pra agüentar o Jake, sabe... – eu desabafei. – Pelo bem da nossa filha. Ele, ao menos, é melhor do que um Mike Newton ou um James da vida.
- Nossa, demorou, hein? – ela soltou, espantada – Mas, de onde veio essa confissão, que eu nem sei?
- Acho que da sua comparação com o nosso amor. Acredito que eu nunca privaria ninguém, principalmente a nossa filha, de sentir tal emoção. É... Difícil... Pra mim. Eu não consigo ouvir os pensamentos do Jake sem me estressar.
- Ed, tente pensar em outra coisa então. – ela agora estava deitava em mim. Sua respiração estável e silenciosa.
- Pode ser em você... – eu respondi – e na nossa noite... da vez. Isso com certeza levaria a minha mente pra bem, bem longe do meu estresse com o vira-lata.
- Tá. Se isso te ajuda a desestressar, devemos repetir o ritmo dessa noite ou aumenta-lo pelo menos em trezentos por cento pra você ficar pianinho, pianinho... – ela se divertiu.
- Falando em pianinho. – eu lembrei – Eu compus uma música nova para você...
- Oh, Edward! Sério? – ela exclamou, toda animada. – Por que diabos você ainda não me mostrou?
- Porque eu não queria que você ouvisse antes que estivesse pronta.
- Mas... se você está compondo, como eu não o ouvi antes? – ela parecia confusa.
- Exato! Para evitar isso, eu estava compondo-a em minha cabeça. – eu respondi, deixando transparecer toda o meu orgulho e animação sobre o assunto – e dessa vez tem até letra junto!
- Oh, my Edward! Você não poderia ser mais perfeito! – ela exclamou, me dando mais um dos milhões de beijos que dividíamos.


Capítulo 5

Ok, ok. Eu pirei de vez e realmente eu não sei por que eu fiz isso. Resolvi chamar o Jacob para uma conversa franca sobre ele e a Nessie. A Bella, a priori, achou uma idéia mais que perfeita, e como tinha sido ela quem falou isso, eu acreditei. Pobre de mim, o amor realmente se revelou uma armadilha traiçoeira. Eu faria tudo em nome do meu amor por ele, mas eu acredito que não devo mais pensar tanto desse jeito em relação às idéias maravilhosas dela.
- Jacob, será que nós dois poderíamos caminhar um pouco para... – eu falei – conversar?
- Ah, claro, Edward! – graças a Deus ele não me chamou de sogrinho. Sogrinho! Ai, que ódio!
- Ok. Te encontro no lago do piquenique em, aproximados... dez minutos? – eu perguntei, mas soando como se fosse uma ordem. Eu não queria dar a entender que ele tinha escolhas.
- Claro, sem atrasos! – ele respondeu, saindo. Fato que ele iria correndo contar para Nessie onde ele estava indo em caso de desaparecimento completo dos ossos do corpo dele.
Eu encontrei com Bella no caminho de saída para a porta da sala. Ela me olhou com seus lindos olhos e me desejou Boa sorte! Então eu saí, correndo o mais rápido que eu podia para chegar antes de Jake, mas eu não sabia o porquê da competição já que eu ganhava de qualquer jeito, por ser o pai dela. Cheguei e sentei na mesma arvore horizontal, esperei por mais dois minutos, no máximo, e ele chegou.
- Olá, Jacob! – eu disse – Vejo que não se atrasou.
- Edward. É claro que eu não ia me atrasar. – ele respondeu, com um ar presunçoso. – Acredito que o que você tem a falar comigo diz respeito à Nessie, não é?
- De certa forma, sim, Jake.
- De certa forma? Por quê? – ele perguntou, meio indeciso sobre o que fazer.
- Bom, porque não é só sobre a Renesmee. É mais sobre a nossa relação perante a ela.
- O que você quer dizer, Edward? – ele me perguntou, abismado. Ele realmente não fazia idéia do que eu iria conversar. Ele veio armado para outro tipo de situação. Ele veio armado para uma possível proibição do amor dele e de Renesmee. Idiota. Porque diabos eu faria isso? (Tá, eu faria isso, mas isso não vem ao caso!)
- Assim... – eu comecei – Se você um dia vai namorar, noivar, casar ou qualquer outra coisa com a minha filha, nos teremos que conversar sobre isso e sobre como vai ser esse processo. Caso você não tenha percebido, eu estou perdendo minha filha, de uma certa maneira, em sete anos, e não em vinte e cinco, como deveria ser!
- Ah. É.. – ele falou, meio abalado com a sinceridade de minhas palavras. – Bom, eu realmente imaginava que você se sentiria meio... traído se eu resolvesse tirar sua filha de você, Edward. Vou deixar bem claro: essa NÃO é a minha intenção! Eu não quero fugir com a Nessie por aí assim que ela fizer sete anos.
- Não? – eu perguntei totalmente embasbacado.
- Não, Ed. Você tem que parar de levar meus pensamentos a sério. – ele riu, mas eu não achava nada engraçado. – Na maioria das vezes, tudo o que eu penso sobre ela que tenha um pouco mais de malícia, não é verdade. Eu faço por gostar da sua reação. Eu consigo mentir bem na minha cabeça!
- Seu... – que filho da mãe! Eu não acredito que ele teve a coragem de fazer isso! Respira, Edward. Respira... Um, dois! Se controla! Calminho, calminho...
- Edward, você está bem? – o cachorro estúpido perguntou, depois de ver minha face de revolta. Se eu tivesse sangue, com certeza essa seria a hora que ele ferveria.
- Sim... E não! – eu respondi sinceramente – Eu fico feliz que nada daquilo era intencional com ela... Mas eu estou extremamente irritado, irado e revoltado por você ter me sacaneado desse jeito!
- Sogrinho, se você visse a sua cara quando você fica irritado com alguma brincadeirinha em relação a Nessie como essa de te chamar de sogrinho, você também continuaria! – ele ria, mais do que nunca. Filho da mãe!
- Ok, Jacob. Me dê um grande motivo para eu não esquecer completamente da conversa que eu vim ter com você e tentar te matar...
- Você já sabe o motivo: você ainda quer esse tratado de paz! – ele respondeu, francamente. Era verdade. Eu não queria brigar com o Jacob, eu não queria que isso se tornasse mais uma disputa boba entre nos dois. Já bastava a disputa quando era pela Bella.
- É, você tem razão. – eu respondi – Pela primeira vez na vida.
- Você não ia passar essa sem ser sacaneada, né?
- Não, jake, nem em um bilhão de anos! – eu ri.
- Então, quais eram as condições? – ele perguntou, depois de meio minuto de silencio gritante.
- Nada demais. Somente algumas especificidades.
- Como por exemplo?...
- Você só namora com ela a partir do momento que você vier pedir permissão. Vocês vão ter toque de recolher para sair. Tudo o que vocês planejarem, vai ter que ser discutido comigo e com Bella antes, entendido?
- Ok, sogrinho! Tudo beleza! – ele riu.
- E, obs, nunca mais me chame de sogrinho! – eu falei, com raiva – I mean it!
- Ok, ok, sog... – ele parou – Edward!
- Acho bom. Então... eu acho que é isso! – eu falei – estamos conversados?
- Sim, senhor... – ele assentiu – e outra coisa, Ed.
- O que?
- Eu não vejo a hora de beijar a sua filha! – ele soltou.
- Pode começar a correr, seu cachorro imundo!

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